O humor das ruas

José Casado, publicado no Globo

Não sobrou ninguém em pé. O Brasil da Lava-Jato emergiu nos blocos e nas escolas de samba numa bem-humorada devassa política.

O compositor João Roberto Kelly expôs a fadiga com o Judiciário e seu augusto tribunal em marcha nacional:

“Alô, alô, Gilmar/ Eu tô em cana, vem me soltar/ Eu roubei, eu roubei, eu roubei/ Não estou preso à toa/ Mas no mundo, não há quem escape/ De uma conversinha boa”.

No Rio, o bloco Imprensa Que Eu Gamo algemou com romantismo:

“Quando a gente se encontrar/ Nem Gilmar vai nos soltar”.

A mineira Orquestra Royal evoluiu na mordacidade das planilhas com nomes e codinomes:

“Relaxa o Garotinho/ E solta o Bicudo/ Abraça o Mineirinho/ Com Supremo com tudo/ Cuida da Rosinha/ Adula o Angorá/ Libera o Barata/ E faz acordo com Jucá”.

A banda avançou na temporada eleitoral com “Bolsomico”, a desmemória da


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