“Calma, espera eu chegar aí”. Vó Mara resolve tudo

Mariana já estava desistindo de montar o armário no quarto das meninas na casa nova.

Depois de dois dias de batalha, monta e desmonta, o marceneiro não conseguiu colocar de pé o dito cujo, e Mariana jogou a toalha.

É disso que a vovó Mara, minha mulher há quase meio século, mais gosta: um desafio.

O armário usado foi presente de Carolina, irmã de Mariana, e as duas ficaram trocando zap-zap um tempão sobre o que fazer.

Até que Mara mandou esta mensagem: “Calma, espera eu chegar aí”.

Fiquei o dia inteiro sem a mulher, mas valeu a pena.

Já era noite quando ela deu o serviço por concluído, com um discreto sorriso de vitoriosa.

Mara sempre foi assim desde que começamos a namorar na praia Martim de Sá, em Caraguatatuba, na semana em que o homem chegou à Lua.

Dizem que amor de praia não sobe a serra, mas

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