Elefantes e mosquitos

Numa das primeiras conversas que teve com Samora Machel, o líder da independência de Moçambique, Leonel Brizola perguntou-lhe quantos eram os moçambicanos. Machel, em resposta, deu-lhe o número oficial que p governo recém-instalado tinha recebido do governo colonial português. E acrescentou: fora os elefantes.

-Elefantes?

– Eu chamo de elefantes porque vivem ocultos na floresta, só se nota que existem quando saem de lá e fazem alguma destruição.

Ontem, a polícia de choque fez uma incursão na floresta. Aliás, nem isso, apenas um bosque, porque a Mangueira está longe de ser a favela mais precária do Rio. Motivos não haverão de faltar e, se faltarem, arranja-se um. O tráfico está mesmo por lá e não vai sair, como não saiu mesmo das favelas ocupadas. E não saiu, também, dos salões e das “baladas” da zona sul.

O resultado foram quatro mortos, um PM baleado em estado grave e uma


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