Revoluções morais, por Flávia Piovesan, O Globo

Flávia Piovesan, O Globo

Acusações de assédio e agressão sexual levaram à surpreendente derrota do juiz federal Roy Moore, em acirrada disputa ao Senado, no Estado do Alabama, tradicional reduto republicano, em 12 de dezembro último.

Dias antes, três congressistas acusados de assédio ou agressão sexual solicitaram aposentadoria ou renúncia, em resposta ao movimento #MeToo (“eu também”), em que mulheres denunciam em redes sociais violência sexual — movimento que ainda resultou em demissões de famosas figuras de Hollywood (como o diretor Weinstein e o ator Kevin Spacey) e jornalistas (como Charlie Rose e Matt Lauer).

Em face do presidente Trump ergue-se uma campanha de congressistas mulheres clamando pela sua renúncia, em virtude de 16 denúncias de assédio sexual desde a eleição. A capa da revista “Time” elegeu como as “personalidades do ano” de 2017 mulheres vítimas e denunciantes de assédio sexual, impulsionadoras da campanha #MeToo.

“As ações encorajadoras destas mulheres,


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