Lava Jato empobrece empresas, mas empresários continuam ricos

O problema é que eles, os donos, querem se salvar. Eles não querem salvar a empresa. Eles querem salvar a sua propriedade sobre a empresa. Por que eles não vendem?

(Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da República, na Folha).

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Faz sentido a pergunta feita pelo procurador, um dos expoentes da tropa de choque da Lava Jato.

Quase quatro anos após a deflagração da “maior operação de combate à corrupção da história da humanidade”, eixo central das eleições de 2018 no Brasil e em outros países, um breve balanço dos resultados dá plena razão a Santos Lima, que conhece bem a história.

Basta pegar o exemplo da Odebrecht, a empresa mais atingida pela Lava Jato. Neste período, a empresa demitiu 100 mil funcionários, a metade do que tinha em 2014, e viu a receita diminuir em 32%, caindo de R$ 132 bilhões em 2015 para R$ 90 bilhões em

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