Mickey vai à urna

Esquerda e direita, oposição e situação, mortadela e salaminho – rachar conceitualmente o mundo em partes desiguais tem múltiplas utilidades. É um jeito de espremer o que é complexo na mente mais acanhada. E instrumento para criar identidade por oposição. Nós e eles, nós contra eles. Como separar uns de outros, aí é que são elas, ou eles, ou el@s, sabe-se lá. Não são mais.

Apresentar-se-á aqui, indivisível leitor, um chaveamento social tão revolucionário que é capaz de deixar o Centrão perplexo, o PT indignado e, de espanto, derrubar o PSDB do muro.

Antes da prova fria que curvará todas as separações anteriores a tamanha descoberta sociológica, uma admissão: o conceito não é novo nem original. De compartilhamento em compartilhamento, vaga replicando-se pelo YouTube há uns bons cinco anos.

Quem o descobriu foi ninguém menos do que Ariano Suassuna. O escritor de “Auto da Compadecida” colheu-o da boca perolada de

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