Eleição, corporativismo e PSDB dificultam reforma da Previdência

Há chance de ser aprovada a nova proposta de reforma da Previdência, mas haverá resistência mesmo a esse projeto desidratado.

O governo esperava mais de 200 deputados federais no jantar de ontem no Palácio da Alvorada no qual foi apresentado o novo texto. Convidou 300 e apareceram cerca de 180. Isso é um sinal de dificuldade.

Mas há três obstáculos maiores. O primeiro deles é que o Congresso sempre tende a mudar uma proposta do Executivo. Apesar de essa versão da reforma da Previdência já ter feito concessões em relação ao texto votado em maio, é provável que os deputados queiram modificar algo.

Isso é uma forma de dizer ao eleitorado que atuaram para diminuir o peso de medidas impopulares. O fator eleitoral terá peso.

O segundo obstáculo é o corporativismo. A atual proposta endurece as regras para os servidores públicos. O lobby do funcionalismo, sobretudo da magistratura e do

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