Lula, Bolsonaro e o tempo

Eles estão nas pontas opostas da corrida presidencial, com eleitorados distintos um do outro, mas, mesmo assim, têm algo em comum. O populismo, gritarão os sem-candidato entre eles. Porém, as convergências de quem foi preso pela ditadura com quem vive para ressuscitá-la são mais do que adjetivas. Por ora, Lula e Bolsonaro são os dois únicos candidatos a presidente com capacidade de mobilizar militantes e campanhas na rua e na rede.

Os pontos em comum são, ao mesmo tempo, causa e consequência da liderança que ambos sustentam nas pesquisas de intenção de voto. Conseguem mobilizar eleitores porque estão na frente, e estão na frente porque conseguem mobilizar eleitores. A questão é se largar na dianteira é uma vantagem tão fugaz quanto foram as “pole positions” de Lula em 1994 e de Serra em 2010. É no que apostam (e torcem) 9 entre 10 consultores do mercado financeiro.

Se o restrospecto

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