A morte e a morte de Eliane Berger

Guido Mantega e esposa Eliane Berger, foto Divulgação

Em setembro do ano passado, a longínquos um ano e dois meses atrás, a Lava Jato, até então mais incensada do que discutida, teve um forte baque em sua credibilidade. Não foi nenhuma trama do governo Temer para liquida-la, nem projetos casuístas do Congresso buscando autoproteção. A prisão do ex-ministro Guido Mantega pela Polícia Federal, autorizada pelo juiz Sérgio Moro, quando ele estava no Hospital Albert Einstein acompanhando a cirurgia da mulher, que sofria de câncer, foi vista por muita gente como um exemplo de que a Lava Jato, sem entrar no mérito de sua origem e de seus acertos, estava se desviando da rota e cometendo excessos imperdoáveis.

As justificativas pouco críveis para a prisão e para a rápida soltura, horas depois, segundo criminalistas, expunham um cerceamento ao direito de defesa, uma antecipação do julgamento dos acusados e uma execração pública

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