Os chatos, os dados e a lei

Se assessorias de imprensa existissem para prestar serviço à imprensa não seria necessária uma lei só para obrigar o poder público a ser tão transparente quanto manda a Constituição. Não é o caso. A preposição é outra. São assessorias para lidar com a imprensa, ouvi-la, atendê-la e, se necessário, driblá-la. Daí que jornalistas tenham patrocinado a Lei de Acesso às Informações Públicas (LAI) e sejam seus assíduos usuários, no Brasil e no exterior. É do jogo. Mas é sempre curioso espiar sob o véu de hipocrisia que cobre a relação imprensa X poder.

Prefeito paulistano, João Doria demitiu assessor gravado dizendo que faria o que pudesse para dificultar o trabalho dos jornalistas que mais fazem pedidos de informação via LAI à prefeitura. Conforme revelado por um deles – o repórter Luiz Fernando Toledo, do Estado -, o demitido dizia fazer um ranking mental dos mais “chatos”: o próprio Toledo (não

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