Delegado combatente da corrupção usava informação privilegiada da PF para extorquir, diz acusação

Da Redação

Ele não era de escrever muito nas redes sociais. Mas, em setembro de 2016, deixou claro suas escolhas políticas: ao lado de uma charge em que apareciam Dilma, Aécio Neves e outros, sentados numa mesa, com o povo disputando as migalhas de um banquete, o delegado escreveu: “Assim é o Brasil, onde o povo é o palhaço por sua própria escolha”.

E, no entanto, o delegado da Polícia Federal Mário Menin fez campanha nas redes sociais pelo candidato a vereador Chiquinho Scarpa, o “conde”, que teve pouco mais de 5 mil votos e não se elegeu em 2016.

Menin já chefiou a Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos, tornou-se assessor direto do superintendente da PF em São Paulo e já havia ocupado o cargo na corregedoria, ou seja, foi encarregado de investigar colegas.

Agora, responde pela formação de organização criminosa, extorsão, usurpação de função e concussão –receber

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