Morte de Cancellier simboliza abuso de investigadores e julgadores

Seis entidades que representam servidores públicos que atuam na Operação Ouvidos Moucos divulgaram nota ontem a respeito do suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Essas entidades criticaram o que seria o uso de uma “tragédia pessoal” para “manipular a opinião pública”. A Operação Ouvidos Moucos investiga suposta irregularidades na concessão de bolsas de ensino à distância. A nota é uma reação às críticas de políticos, jornalistas, acadêmicos e amigos de Cancellier.

Cancellier foi obviamente vítima de um abuso de investigação da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. Foi preso num dia e solto no seguinte. Negou as acusações. Mas foi afastado da universidade. Matou-se na segunda-feira da semana passada, deixando um bilhete no qual disse que a sua morte foi decretada pelo banimento da universidade.

A reação de Cancellier foi a de alguém que se sentiu injustamente acusado e envergonhado pelo

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